No meio de lágrimas arremato: "hoje, para sempre, eternamente... escolho ficar sozinha".
Juro tanto, tão convictamente, de olhos fechados e dedos cruzados
que.... tropecei em ti
Paula
(im) perfeitos amores
Espaço sem tempo e sem rumo. Puro exercício de escrita no prazer de contar histórias de amores perfeitos, ou talvez não ...
quarta-feira
sexta-feira
quarta-feira
quinta-feira
segunda-feira
Adeus

não posso
ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda
sob montanhas cinzentas
e montanhas cinzentas
Não posso adiar este abraço ...
que é uma arma de dois gumes
amor e ódio
Não posso adiar
ainda que a noite pese séculos sobre as costas
e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação
Não posso adiar o coração
António Ramos Rosa, in "Viagem Através de uma Nebulosa"
sexta-feira
Mistérios

– E como posso saber que é a minha Outra Parte? – ela considerava esta pergunta como uma das mais importantes que fizera em toda a sua vida.
Wicca riu. Também já se perguntara a respeito disto, com a mesma ansiedade que aquela menina a sua frente. Era possível conhecer a Outra Parte pelo brilho nos olhos – assim, desde o início dos tempos, as pessoas reconheciam seu verdadeiro amor. A Tradição da Lua tinha um outro processo: um tipo de visão que mostrava um ponto luminoso acima do ombro esquerdo da Outra Parte".
in Brida, Paulo Coelho( copiado do blogue Sutseg)
terça-feira
Amor que morre O nosso amor morreu... Quem o diria! Quem o pensara mesmo ao ver-me tonta, Ceguinha de te ver, sem ver a conta Do tempo que passava, que fugia! Bem estava a sentir que ele morria... E outro clarão, ao longe, já desponta! Um engano que morre... e logo aponta A luz doutra miragem fugidia... Eu bem sei, meu Amor, que pra viver São precisos amores, pra morrer, E são precisos sonhos para partir. E bem sei, meu Amor, que era preciso Fazer do amor que parte o claro riso De outro amor impossível que há-de vir! Florbela Espanca
domingo
segunda-feira
terça-feira
sexta-feira
quinta-feira
Perifescência

Eugenides, Jefeerey
Middlesex2002
sexta-feira
quarta-feira
o amor são instantes
quando o abraças assim... com a vontade de toda a saudade e a urgência do futuro que temes não ter, amo-te.
só nesse preciso instante, amo-te
só nesse preciso instante, te perdou
só nesse preciso instante somos "nós"
Zita
segunda-feira
histórias sem limites
Há livros, com histórias, que fazem avivar as nossas memórias mais íntimas.
Não tivessem sido escritas por gente de outras paragens e diria que algum de nós dois tinha rompido o pacto e partilhado a nossa história.
Foi um privilégio vivê-la, mas foi em consciência que escolhi partir…embora passando a viver no desassossego de ter uma vida esvaziada sem ti…
14 anos depois, não consigo esquecer cada um dos segundo que passámos juntos, nem o frémito da emoção de estar contigo sempre no limite de nós.
Maria
quinta-feira
terça-feira
segunda-feira
Outono (outra vez)
Hoje, só por ser Outono, vou chamar-te "meu amor"
Contra as regras do que somos, vou chamar-te "meu
amor"
Hoje só por ser diferente te encontrar
...

É tanto o fado contra nós
Mas nem por isso estamos sós
E embora fique tanto por contar
Hoje, só por ser Outono, vou...
Entre dentes, entre a fuga, vou chamar-te "meu amor"
Enquanto não se encontra forma, vou chamar-te "meu
amor"
Entre gente que é demais e tão pequena para saber
Que é tanto vento a favor
Mas tão pouco o espaço para a dor
Só pode ficar tudo por contar...
Hoje, só por ser Outono, vou...
E há flores e há cores e há folhas no chão
que podem não voltar...
podes não voltar.
Mas é eterno em nós
e não vai sair...
Desce o tempo e a noite vem lembrar que as tuas mãos
também
já não são de nós para ficar
Por ser tanto quanto somos
Certo quando vemos
Calmo quando queremos
Hoje, só por ser Outono, vou...
Contra as regras do que somos, vou chamar-te "meu
amor"
Hoje só por ser diferente te encontrar
...

É tanto o fado contra nós
Mas nem por isso estamos sós
E embora fique tanto por contar
Hoje, só por ser Outono, vou...
Entre dentes, entre a fuga, vou chamar-te "meu amor"
Enquanto não se encontra forma, vou chamar-te "meu
amor"
Entre gente que é demais e tão pequena para saber
Que é tanto vento a favor
Mas tão pouco o espaço para a dor
Só pode ficar tudo por contar...
Hoje, só por ser Outono, vou...
E há flores e há cores e há folhas no chão
que podem não voltar...
podes não voltar.
Mas é eterno em nós
e não vai sair...
Desce o tempo e a noite vem lembrar que as tuas mãos
também
já não são de nós para ficar
Por ser tanto quanto somos
Certo quando vemos
Calmo quando queremos
Hoje, só por ser Outono, vou...
sábado
segunda-feira
As (tuas) palavras

Se me disseres que me amas, acreditarei.
Mas se me ...escreveres que me amas, acreditarei ainda mais.
Se me falares da tua saudade, entenderei.
Mas se escreveres sobre ela, eu a sentirei junto contigo.
Se a tristeza vier a te consumir e me contares, eu saberei.
Se a tristeza vier a te consumir e me contares, eu saberei.
Mas se a descreveres no papel, o seu peso será menor.
Lembre-se sempre do poder das palavras.
Quem escreve constrói um castelo, e quem lê passa a habitá-lo.
Silvana Duboc
Lembre-se sempre do poder das palavras.
Quem escreve constrói um castelo, e quem lê passa a habitá-lo.
terça-feira
domingo
"As palavras sempre ficam.
Se me disseres que me amas, acreditarei.
Mas se me ...escreveres que me amas, acreditarei ainda mais.
Se me falares da tua saudade, entenderei.
Mas se escreveres sobre ela, eu a sentirei junto contigo.
Se a tristeza vier a te consumir e me contares, eu saberei.
Mas se a descreveres no papel, o seu peso será menor.
Lembre-se sempre do poder das palavras.
Quem escreve constrói um castelo, e quem lê passa a habitá-lo."
Silvana Duboc
Se me disseres que me amas, acreditarei.

Se me falares da tua saudade, entenderei.
Mas se escreveres sobre ela, eu a sentirei junto contigo.
Se a tristeza vier a te consumir e me contares, eu saberei.
Mas se a descreveres no papel, o seu peso será menor.
Lembre-se sempre do poder das palavras.
Quem escreve constrói um castelo, e quem lê passa a habitá-lo."
Silvana Duboc
terça-feira
Não
enrosco-me em ti como se não houvesse amanhã.
a minha mão percorre o teu corpo como se fora um explorador do sec XV
alimento-me do teu calor
sorvo o sabor do teu suor e tento (de todas os modos) reter nas minhas narinas o teu cheiro
preciso e ti para viver
não me deixes sozinha!
se partires… permanecerei, para sempre, aqui
enroscada em mim!
Dina
sexta-feira
milagres
e com a dor primária, tão forte como a cor que lhe dá o nome, preparei-me
para o pior.
para te perder, ainda antes de te conhecer, para desistir e partir, ainda
antes de saber quem és tu.
esta cólica de bicho, que me suga o folego quando vem e me turva a razão e o
querer e me deixa exaurida e inundada em suores acres nos breves instantes em que
amaina, reduz-me à essência do que sou, do que somos: gente com corpo animalejo
que concebe e pare como qualquer cadela da rua.
então tu rasgas-me, rebentas o aquário onde viveste. anestesias-me, porque a
dor é tão forte que se a sentisse não a suportaria.
nasces-te, pari-te.
cheiro o visco que te envolve o corpo. misturo o meu pranto com o teu. quero
lamber-te.
não o faço, abraço-te (não sei se para te proteger ou para experimentar o consolo
que me podes dar. não sei.).
apenas pressinto que nós dois, agora ainda perdidos nas nossas dores e solidões,
quando nos conhecermos nos tornaremos uma família. a família um do outro.
Ana
quarta-feira
sexta-feira
Vamos brincar, amor? vamos jogar peteca
Vamos atrapalhar os outros, amor, vamos sair correndo
Vamos subir no elevador, vamos sofrer calmamente e sem precipitação?
Vamos sofrer, amor? males da alma, perigos
Dores de má fama íntimas como as chagas de Cristo
Vamos, amor? vamos tomar porre de absinto
Vamos tomar porre de coisa bem esquisita, vamos
Fingir que hoje é domingo, vamos ver O afogado na praia, vamos correr atrás do batalhão?
Vamos, amor, tomar thé na Cavé com madame de Sevignée
Vamos roubar laranja, falar nome, vamos inventar
Vamos criar beijo novo, carinho novo, vamos visitar N. S. do Parto?
Vamos, amor? vamos nos persuadir imensamente dos acontecimentos
Vamos fazer neném dormir, botar ele no urinol
Vamos, amor?
Porque excessivamente grave é a Vida.
in Poesia completa e prosa: "Poesias coligidas"
Vinícius de Moraes
sábado
Sussuros...
"(...) numa daquelas noites boas eu disse-lhe que era destes pequenos beijos e daqueles gemidos sussuros que se faziam os grandes amores e as grandes alegrias."
in O riso de Deus - António Alçada Baptista
in O riso de Deus - António Alçada Baptista
quinta-feira
Amei-te
"Ao perder-te perdemos tu e eu. Eu, porque eras o que eu mais amava e tu, porque eu era quem mais te amava. Mas de nós dois, és tu quem mais perde, porque eu poderei amar outros como te amava a ti, mas a ti, não te hão-de amar como eu te amei."
Ernesto Cardenal
terça-feira
Relação virtual
Amigos virtuais durante duas semanas. Depois de um jantar na sexta-feira, e de uma visita à casa dele no sábado à tarde, em que ela se esquivou ao sexo, no domingo apenas resta o chat:
Ele – 15:08 Estou na praia. Estás bem?
Ela – 17:00 Tudo. Beijo!
Ele – 20:11 Grande dia de praia.
Ela – 20:44 Obrigada por informares.
Ele – 20:50 Podias não ter percebido.
Ela – 20:52 Pois, é que eu sou cega, surda.
Ele – 20:53 Ontem percebi!
Ela – 20:55 Ainda bem. È sempre positivo quando percebemos.
Ele – 21.26 Eu ontem ouvi um amanhã?
Ela – 21:49 Olha, os meus objetivos são dispares dos teus. Eu procuro uma boa companhia para jantares e viagens… Tu… algo diferente. Parece-me não haver interceção de coordenadas.
Ele -21:52 Eu também, mas sem limites auto impostos.
Ela - 21:59 Eu não imponho limites apenas costumo começar pelo início e não pelo fim.
Ele – 22:01 O início é uma semana do outro lado do mundo?
Ela – 22:04 Não. Mais tempo de amena cavaqueira, mais dias de convivência.
Ele – 22:07 Havemos de ter…
Ela – 22:09 Já reparaste que sempre que te convidei para coisas que não poderiam acabar em sexo não aceitaste?
Ele – 22:12 Tudo pode acabar em sexo (dizem que não é mau!!!)

Ele – 22:50 Life is life!
23.30 Ele telefona, ela não atende.
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